Quem observa, pela primeira vez, um aquário montado segundo os preceitos do Aquapaisagismo, custa a crer no que seus olhos vêem. Fantástico, admirável, extraordinário são exclamações comumente emitidas por estas pessoas. 

Realmente um jardim aquático bem projetado é uma obra de arte “viva” que mereceria figurar em lugar de destaque em qualquer galeria que, minimamente, preze este nome. 

Partindo de conceitos diversos daqueles que norteiam a montagem do tradicional aquário plantado holandês, os adeptos desta vertente aquarística colocam muita ênfase na disposição de rochas, troncos e outros elementos decorativos (até mesmo enfeites cerâmicos), sempre com bom gosto extraordinário e requintado senso estético, de modo a criar verdadeiros panoramas naturais de extrema beleza.

Saiba mais

AQUÁRIOS PLANTADOS:

As condições físico-químicas prevalecentes nas coleções de águas continentais, especialmente aquelas de curso caudaloso costumam ser muito estáveis ao longo das estações do ano, independentemente de variações nos níveis da água e da iluminação apresentando flutuações mínimas dos valores de pH, temperatura, dureza e gás carbônico dissolvido.

Uma das diferenças fundamentais, entre um aquário e um biótopo natural, é o tamanho, ou melhor, dizendo por maior que seja o aquário, sempre será muito menor que o menor dos biótopos naturais.  Ou seja, em pequenos volumes como os do aquário as alterações de temperatura e na química da água (especialmente no valor do pH e quantidade de substâncias dissolvidas) variam muito rapidamente, coisa que não acontece no ambiente natural devido à massa infinitamente maior de água. Para que ocorra uma estabilização dos parâmetros físico-químicos, semelhante á que ocorre no ambiente natural é necessário exercer uma vigilância
e intervenção constantes, com o objetivo de manter uma saudável comunidade de plantas e animais.

Pesquisas realizadas, in loco, por renomadas entidades científicas (com especial destaque a Max Planck Society - Max-Planck-Gesellschaftzur Förderung der Wissenschaften e. V. que efetuou intensivas pesquisas nos biótopos aquáticos da Amazônia) e firmas ligadas ao ramo da Aquariofilia (tais como Tropica, Dennerle e Dupla), constataram que nos cursos de água tropicais, a
temperatura do solo é muito aproximada àquela da água, e por vezes, até mesmo um pouco mais elevada.

Além disso, uma leve correnteza permeia o substrato evitando o surgimento de zonas estagnadas e anóxicas e os problemas a
elas relacionados (produção de gases sulfídrico H2S e metano CH4) estabilizando o potencial redox, assim como, conduzindo nutrientes para as raízes das plantas e dispersando seus produtos de excreção.

Estas condições, não são encontradas nos aquários montados de maneira convencional e caso desejemos reproduzi-las em
nossos aquários teremos de recorrer a equipamentos e técnicas de montagem especiais.

MONTAGEM DO AQUÁRIO PLANTADO:

Por definição um aquário plantado é um aquário em que o foco é colocado na vegetação e os peixes passam a ter um papel secundário. Ou seja: em um aquário plantado não podemos por qualquer tipo de peixe (afinal existem peixes que comem plantas e outros que arrancam as plantas para fazer seu ninho, etc.). Além disso, não podemos (ou melhor, não devemos) colocar em um aquário plantado a mesma quantidade de peixes que poderíamos colocar em um aquário convencional (não plantado) porque cada peixe representa um fator para desestabilização da água.

Explicando melhor, os peixes devem ser alimentados e se tivermos muitos peixes logo teremos um acúmulo de dejetos que são nutrientes para os vegetais (especialmente para as algas!). E um aquário plantado lotado de algas não é uma
visão lá muito bonita!

Os aquários plantados podem ser montados segundo os preceitos de uma destas duas vertentes principais: Aquários Plantados de Baixa Tecnologia (Low-Tech) ou Aquários Plantados de Alta Tecnologia (High-Tech).

AQUÁRIOS PLANTADOS LOW-TECH:

Como o nome sugere são montados visando à manutenção da flora aquática com pouca ou nenhuma ajuda dos recursos tecnológicos de ponta atualmente disponíveis. Em última análise este tipo de montagem nada mais é que a evolução natural dos aquários plantados do século passado, quando ainda não se dispunha do conhecimento técnico nem dos equipamentos apropriados.

Em síntese este conceito de montagem dispensa o uso de injeção de gás carbônico (por qualquer dos meios usualmente utilizados) e de seus sucedâneos (Flourish Excel, Carbon Plus, etc.). Em função disso, também não se usa um alto nível de iluminância (intensidade de luz), visto que se o nível de iluminação for alto o consumo do gás irá aumentar comparativamente (lembre-se que as plantas usam a luz para fazer fotossíntese, consumindo CO2 no processo).

Nos aquários low-tech a intensidade de iluminação é moderada (por volta de 0,5 watt por litro, ou seja: para um aquário de 40 litros utilizaremos uma ou mais lâmpadas perfazendo 20 watts de consumo). Claro está que neste tipo de aquários as plantas que exigem de iluminação intensa (plantas que habitam locais alagados de pouca profundidade) não irão prosperar e, portanto devem ser
evitadas.


AQUÁRIOS PLANTADOS HIGH-TECH:

O contraponto aos aquários plantados de baixa tecnologia é o aquário high-tech. Essa é a praia dos aquaristas que trabalham com (ou curtem a sério) eletrônica ou mecatrônica. Neste tipo de montagem, que se vale de uma série de aparelhos e dispositivos para obter um melhor controle dos parâmetros físico-químicos da água, utilizamos sistemas de iluminação potentes (tipicamente por volta de 1 watt/litro de iluminância fornecida por lâmpadas de amplo espectro).

O ciclo circadiano e mesmo a intensidade e espectro da luz podem ser controlados de modo a simular o nascer do sol (pelo acionamento seqüencial das lâmpadas) o auge do período (meio do dia) e o ocaso (as lâmpadas são desligadas de modo a reduzir paulatinamente o fluxo luminoso) por meio de controladores (dimmer = aumenta ou diminui a intensidade da iluminação controlando a corrente destinada à lâmpada) e temporizadores (timer = liga e desliga a iluminação em horários predeterminados).

A administração do CO2 é realizada por meio de sistemas de injeção (geralmente automatizados por meio de solenóides que são ligadas aos temporizadores – timers - que controlam o período em que as luzes permanecem acesas) constando de cilindros de aço contendo o gás sob alta pressão e um sistema de válvulas que reduzem a pressão e controlam a saída do gás, permitindo uma dosagem muito precisa das quantidades de gás injetado no aquário.

Dependendo do grau de tecnologia aplicada (e obviamente, do valor que se deseje investir) é possível um controle ainda mais preciso da injeção de gás carbônico mediante o uso da válvula solenóide agora acoplada a um peagâmetro (pHmetro) eletrônico. Assim, sempre que o nível de gás carbônico baixar em relação a uma quantidade prefixada o pHmetro aciona o solenóide, de maneira automática, até que o anidrido carbônico volte ao nível ideal.

A sofisticação destas montagens pode ser de tal ordem que até os procedimentos de administração de adubos líquidos e tamponadores podem ser realizados por meio de bombas dosadoras peristálticas (derivadas de bombas de perfusão médico hospitalares projetadas para administração de dosagens controladas e precisas de preparados líquidos em períodos de tempo
pré-programados).


ESTILOS DE AQUAPAISAGISMO:

O conceito moderno de aquapaisagismo está dividido em dois estilos ou escolas principais:

Estilo Holandês: O mais antigo, originado na Holanda (país de enorme tradição em jardinagem e cultivo de plantas) no primeiro terço do século passado e ainda em muito em voga nos países teutônicos e eslavos, esta escola se vale tão somente das plantas como elemento decorativo, sem uso de rochas, troncos ou qualquer outro tipo de ornamento. A única exceção a esta regra consiste na utilização de biombos ou paredes (normalmente de musgo ou de cortiça) dispostas em paralelo ao vidro de fundo para esconder o equipamento.

Neste tipo de montagem pouco ou nenhum substrato aparece à vista (aquários com menos de 70% de área coberta com plantas não são considerados aquários holandeses), sendo empregado um design escalonado, ou seja: plantas baixas na parte frontal, plantas de altura média na zona intermediária do aquário com as plantas de maior porte ao fundo.

Um ponto característico do aquário holandês é a utilização de plantas (especialmente aquelas de coloração contrastante) dispostas em grupos ou fileiras paralelas, formando as chamadas “ruas ou avenidas” visando aumentar a noção de profundidade e explorar, da melhor forma possível, as possibilidades estéticas proporcionadas pela forma, textura e colorido da folhagem empregada na composição.

O ponto focal neste tipo de montagem costuma ser um maciço de plantas de coloração vermelha ou uma ou mais plantas com folhagem de grande porte. As atividades de manutenção incluem a verificação diária dos parâmetros físico-químicos e retirada das folhas soltas e a manutenção semanal de praxe com a TPA, limpeza e/ou substituição dos elementos filtrantes, a administração dos aditivos e fertilizantes, bem como as podas e replantes que se fizerem necessários à manutenção do layout desejado.

Estilo natural (Nature Aquarium): Também chamado de Japonês “Japanese style”. Introduzido no início dos anos 90 pelo “guru” do aquapaisagismo Takashi Amano esse estilo visa obter paisagens e cenários aquáticos com aparência natural e que, apesar de utilizar uma concepção artística extremamente apurada (com a utilização de técnicas de composição como a regra dos terços ou regra de
ouro) não observa regras tão rígidas quanto as que regem o estilo anterior, permitindo emular ou simular virtualmente qualquer tipo de paisagem (natural, artificial, fantástica ou fictícia), como, por exemplo: as “Hallelujah Mountains” - montanhas flutuantes do planeta Pandora do filme Avatar de James Cameron. Apresenta quatro vertentes estilísticas principais:

Iwagumi: Derivação, de inspiração tipicamente nipônica*, desenvolvida pelo “mago” Amano que apresenta verdadeiras obras de arte de composição minimalista cujo layout básico privilegia os amplos espaços abertos, a virtual ausência elementos de tonalidades contrastantes, com o uso de cardumes de peixes de pequeno porte, para manter a escala de proporções e principalmente o uso de rochas (em número ímpar, no mínimo três sendo que a maior destas tem função principal de cerne ou núcleo – ponto focal - da montagem e as demais atuam como coadjuvantes para dar o contraponto estético à composição).

Os layouts mais adotados reproduzem pradarias extensas com formações rochosas aflorando que nos remetem a cenários
de regiões alpinas ou montanhosas fazendo uso intensivo de plantas de baixo porte especialmente ciperáceas (fazendo às vezes de gramíneas na formação dos prados).

Jungle Aquarium: Representam ambientes (normalmente florestas ou selva) sem compromisso com ambientes naturais autênticos com a utilização de plantas, troncos e rochas. Neste tipo de montagem as atividades de jardinagem (poda e replante dos repiques) são mantidas no menor nível possível, sendo as plantas deixadas se desenvolverem naturalmente (mas de forma harmônica e não desordenadamente), às vezes até para fora do aquário.

Taiwan Aquarium: Vertente chinesa do Nature Aquarium pouco divulgada fora do âmbito aquarístico chinês e repudiada pelos mais ortodoxos adeptos do estilo Nature** compreende elementos dos estilos Iwagumi e Jungle juntamente com alguns conceitos derivados do estilo holandês apresentando uma abundância de terraços e desníveis e uso extensivo de enfeites e figuras de cerâmica compondo paisagens e cenários citatinos (na maior parte das vezes rurais, tais como: aldeias, fazendas, vilarejos de pescadores, etc.).

Aquários de Biótopo: Também costumam ser arrolados como pertencentes ao grupo dos Nature Aquarium, muito embora, possam simular biótopos que não apresentam nenhuma forma de vegetal em sua composição, tais como, um biótopo para acarás-disco, por exemplo, cujos componentes decorativos se restringem tão somente à areia fina utilizada como substrato, recoberta com uma camada de folhas e restos vegetais, em variados estágios de degradação biológica, complementada com ramos de árvores (galharia) que servem de abrigo para os peixes, em uma tentativa de replicar com alto índice de exatidão (e tanto quanto possível, apurado senso estético) as características do biótopo em que estes ciclídeos são encontrados.

* cuja inspiração provem dos famosos Karesansui (jardins de pedra característicos dos templos Zen Budistas).
**independentemente do valor estético e do primor da composição, um aquário montado segundo este estilo perde pontos apenas por apresentar enfeites de cerâmica.

Atualmente o Aquapaisagismo é o segmento do aquariofilia com maior nível organizacional e seus adeptos se organizam em organizações, clubes e associações que realizam disputados concursos anuais. Se quiser saber mais acesse os links abaixo:

Atualmente o Aquapaisagismo é o segmento do aquariofilia com maior nível organizacional e seus adeptos se organizam em organizações, clubes e associações que realizam disputados concursos anuais. Se quiser saber mais acesse os links abaixo:

CBAP - Concurso Brasileiro de Aquapaisagismo, organizado pelo AqOL, Portal Aquarismo Online.
http://www.cbap.com.br/  Acessado quarta-feira, dia 16 de Dezembro de 2015

CPAQ - Concurso Paulista der Aquapaisagismo, concurso gratuito realizado pelo grupo Aquarismo Paulista.
http://www.cpaq.com.br/ Acessado quarta-feira, dia 16 de Dezembro de 2015

CAA – Concurso Aquaflux de Aquapaisagismo, concurso gratuito realizado pela Comunidade Aquaflux.
http://www.caaq.com.br/ Acessado quarta-feira, dia 16 de Dezembro de 2015

CPA – Concurso Paranaense de Aquapaisagismo evento regional patrocinado pelo Grupo Aquarismo em Londrina Aqualon. http://www.aqualon.com.br/cpa.html Acessado quarta-feira, dia 16 de Dezembro de 2015

IAPLC – The International Aquatic Plants Layout Contest.
http://en.iaplc.com/ Acessado quarta-feira, dia 16 de Dezembro de 2015

AGA Aquascaping Contest. concurso anual promovido pela Aquatic Gardeners Association Inc.
http://showcase.aquatic-gardeners.org/ Acessado quarta-feira, dia 16 de Dezembro de 2015

Aqui uma relação de sites e páginas pessoais com artigos específicos, sugestões e dicas de montagens: AquaA3, site capitaneado por André Albuquerque.
http://aquaa3.com.br/ Acessado quarta-feira, dia 16 de Dezembro de 2015

Xylema, página pessoal de Alex Ribeiro
http://xylema.blogspot.com.br/ Acessado quarta-feira, dia 16 de Dezembro de 2015

Chacara Takeyoshi. http://www.chacaratakeyoshi.com.br/ Acessado quarta-feira, dia 16 de Dezembro de 2015

Também recomendamos que antes de começar a montagem de seu aquário plantado, V.S. reveja ou consulte nossas considerações quanto à montagem do aquário convencional em:  
http://www.aquarioitaquera.com.br/aquarios/montagem-do-aquario

Quase tudo dito ali tem aplicação na montagem de um aquário plantado. No entanto existe uma grande diferença devido à necessidade dos vegetais. A diferença maior está na composição do substrato e na possível utilização de um aquecedor de substrato.


Aquecimento do solo

Durante o boom inicial dos aquários plantados promovido no início dos anos 90 pela Dupla Aquaristik GmbH (com a publicação do livro: Das Optimale Aquarium* de Kaspar Horst e Horst Kipper, em 1992) começou a ser amplamente divulgado o conceito de substrato aquecido (plantas com os pés quentes). Em consequência a indústria aquaristica se viu na contingência de desenvolver ou adaptar sistemas já existentes para suprir a demanda gerada pelo novo conceito. Nessa época se popularizou o aquecedor
de substrato em forma de cabo (ou fio) para uso em aquários plantados.

Na verdade o conceito de “plantas com os pés quentes” advêm dos primórdios do aquarismo ocidental, ou seja de uma época anterior aos aquecedores submersíveis (fins do século retrasado – início do século passado) quando os aquários eram aquecidos por uma fonte de calor externa (a chama de uma lamparina ou pequena lâmpada elétrica) colocada por debaixo do vidro, lousa de pedra ou chapa de metal (normalmente ferro – esmaltado ou pintado, mas também latão, bronze e mais recentemente aço inox) que constituíam o fundo (piso) dos aquários na época em que estes eram construídos com armação de cantoneiras de metal.

Os aquaristas desse período não tinham problemas para manter aquários com vegetação luxuriante, especialmente aqueles plantados com as diversas espécies do gênero Cryptocorine então existentes à disposição no comércio. As criptocorinas são notórias, por não responderem perceptivelmente à adição de CO2 e se adaptarem bem a baixas condições de iluminação sendo que diversas espécies deste gênero são atualmente consideradas de manutenção difícil ou complicada e indicadas apenas para aquariófilos experimentados ou especialistas.

que mudou daquela época para hoje em dia?

Em relação ao sistema que adotamos atualmente para aquecer nossos aquários (aquecedor controlado por termostato, o qual aquecea água que por sua vez aquece o restante do aquário) o aquecimento do substrato parece oferecer pelo menos uma, ou mais, vantagens para os vegetais. Que tal fazermos um comparativo entre os dois sistemas de aquecimento?

Vamos tentar visualizar o modo como o calor se propaga (a partir da fonte = aquecedor) em nossos aquários. O aquecedor aquece a água em seu entorno, a qual ao aquecer expande (aumenta a distância entre as moléculas) e sobe sendo substituída pela água fria que se encontra mais abaixo.

Ao se afastar da fonte a água começa a perder o calor adquirido, transferindo-o para as moléculas dos outros materiais que se encontram nas proximidades (essa transferência se dá tanto por radiação = sem contato direto molécula a molécula como por condução = quando existe contato entre as moléculas), ou seja, a água perde calor (esfria) fica mais densa e afunda. Essa movimentação cíclica é acionada por um fenômeno térmico denominado convecção. Com o passar do tempo e o funcionamento contínuo do aquecedor o sistema (aquário e seus componentes, incluindo a água) vai ganhando calor até que a temperatura final seja atingida e o termostato interrompa o fornecimento de eletricidade ao aquecedor.

Para um aquecimento mais eficiente e bem distribuído é recomendado que o aquecedor seja posicionado próximo à saída do filtro de modo que o fluxo de água proveniente do aparelho ajude a espalhar e homogeneizar a temperatura o mais rapidamente possível. O sistema funciona bem, porém, o aquecimento obtido não é uniforme e as regiões mais próximas do aquecedor serão mais quentes (com a temperatura mais alta) que aquelas mais afastadas.

Dessa maneira o substrato que necessariamente se encontra abaixo da fonte de calor (não é recomendável enterrar o aquecedor
no substrato – até porque este tipo de dispositivo não foi projetado para isso!) demora a ser aquecido e seu aquecimento será desigual e estratificado (mais quente em cima e mais frio em baixo - você consegue imaginar as camadas de substrato e da água que o permeia progressivamente mais frias de acordo com a distância da fonte de aquecimento?).

Agora, vamos ver o que ocorre quando o aquecimento é proporcionado por uma resistência enterrada sob o substrato. Primeiro
temos que entender que este tipo de aquecedor (que tem a forma de um fio, flexível e eletricamente isolado, com borracha de silicone) será disposto serpenteando ao longo do vidro de fundo (afastado deste aproximadamente 1 cm) conforme o esquema abaixo.

Como o aquecedor está “espalhado” por praticamente toda a superfície do fundo do aquário a distribuição do aquecimento será menos desigual e, o que é ainda mais importante, o aquecimento propiciará a formação, pelo efeito da convecção, de uma leve correnteza de água aquecida, através dos grânulos que compõem o substrato. A movimentação lenta da água impede a formação de bolsões anóxicos, onde iriam proliferar as bactérias produtoras dos gases perigosos mencionados anteriormente.

Alternativamente poderá ser empregada uma tubulação, composta por uma grade tubular, dotada de perfurações espaçadas a
intervalos regulares (mais ou menos 10 cm) ao longo de todo seu comprimento, a qual também fica enterrada sob o substrato. Um leve fluxo de água é bombeado continuamente através da tubulação, por intermédio de um filtro submerso acionado por uma bomba de pequena vazão (60 litros/hora ou ainda menos) percolando através do substrato por meio das referidas perfurações. O filtro capta a água do aquário efetua a filtragem e a envia através da tubulação sendo o efeito resultante muito semelhante ao obtido com a utilização do cabo aquecedor. Esse sistema é muito popular entre os aquaristas chineses

* O livro representou uma revolução na concepção de jardim aquático então vigente entre os aquaristas lançando as bases do aquapaisagismo e do manejo correto para o aquário plantado mediante a divulgação dos 10 preceitos básicos (denominados: regras de ouro) para a montagem e manutenção deste tipo de aquário.




COMPOSIÇÃO DO SUBSTRATO:

Substrato é como chamamos o material que fica espalhado no fundo do aquário conferindo uma aparência natural e cumprindo
várias outras funções, muitas delas de extrema importância para o bom funcionamento do sistema. Assim o substrato pode servir como abrigo ou esconderijo para inúmeros habitantes do aquário, local de nidificação (escavação do ninho), suporte para colônias de bactérias, reservatório de nutrientes para os vegetais, meio para enraizamento das plantas naturais e ancoragem para as plantas artificiais.

O substrato pode ser constituído por um grande número de materiais, escolhidos de acordo com as características de montagem do aquário ou conforme as necessidades de seus ocupantes. O substrato mais comumente usado (barato e que apresenta um efeito muito natural) é composto, principalmente por grânulos de sílica (quartzo ou dióxido de silício = SiO2), que recebem o nome de areia quando de granulação muito fina (diâmetro médio dos grãos inferior a 2 mm) ou cascalho quando seu diâmetro médio supera essa dimensão.

Nas montagens convencionais, normalmente, utilizamos apenas um tipo de material (comumente denominado: cascalho) para forrar o fundo do aquário fazendo às vezes de solo. A escolha deste material atende a critérios estéticos (que variam conforme o gosto e personalidade de cada pessoa como, por exemplo, cascalho ou areia de coloração natural, o mesmo tipo de material colorido
artificialmente ou ainda uma mistura dos dois tipos) e funcionais (ajudam a tamponar o valor do pH (por exemplo, cascalho dolomítico, no caso dos aquários para ciclídeos africanos ou no caso dos aquários marinhos).

No caso dos aquários plantados devemos inverter esse paradigma (mudar de modelo) em virtude das exigências fisiológicas dos principais habitantes do aquário (a flora). Plantas são seres viventes e necessitam de alimento assim como eu e você, no entanto, aqui
começam a aparecer as principais diferenças entre nós e elas. As plantas não têm boca e somente conseguem ingerir alimentos inorgânicos (minerais) e na forma de íons (partículas muito pequenas = átomos ou moléculas com carga elétrica) e para que vivam felizes e saudáveis deveremos lhes assegurar um substrato contendo o tipo de nutrientes de que necessitam.

Dependendo de sua composição, granulometria e espessura (profundidade ou altura) o substrato pode se constituir em
importante depósito de nutrientes propiciando um meio ácido e levemente anóxico (redutor = com baixos níveis de oxigênio) que favorece a correta absorção dos nutrientes pelos vegetais. Como absorvem esse tipo de “alimento” por meio de pelos finíssimos (radicelas) que recobrem as raízes ou pelo tegumento (epiderme = pele que reveste o corpo vegetal) preferem que os nutrientes estejam dissolvidos (na forma de íons).

O Ferro (elemento químico cujo símbolo é Fe), por exemplo, é um nutriente muito importante para as plantas que naturalmente reage muito fácil e rapidamente com o oxigênio (sofre oxidação, ou se oxida) assumindo uma forma insolúvel (Fe3+) tornando-se, portanto, quase indisponível para assimilação pelas raízes das plantas (as raízes precisam gastar energia para absorvê-lo nesta forma). Em um
meio ácido e com baixos índices de oxigênio dissolvido, uma parte do ferro oxidado se solubiliza (passa de Fe3+ para Fe2+) e fica disponível para absorção pelas plantas.

Caso a granulometria (tamanho, diâmetro) das partículas de material que compõem o substrato seja muito pequena (muito fina)
o material irá sofrer compactação dificultando o crescimento das raízes e, pior ainda, impedindo a livre circulação da água e dando ensejo à formação de zonas estagnadas e com oxigenação deficiente, favorecendo a colonização do meio por bactérias anaeróbias.

TIPOS DE SUBSTRATO:

Existem diversas “receitas” para a formação do solo de um aquário plantado. A mais usual muito utilizada devido à facilidade de montagem e praticidade consiste em empregar areia de sílica (cascalho de rio fino - 01) que apresenta uma granulação média entre 2 e 4mm, formando uma camada com uma espessura mínima de  8 cm (certas montagens utilizam de 15 a 20 cm de altura de cascalho –
dependendo do porte das espécies vegetais escolhidas). Esse substrato é chamado de inerte, pois seu principal componente (areia = SO2) praticamente não contribui para a nutrição dos vegetais aquáticos.

O substrato inerte servirá principalmente como enchimento para que utilizemos menor quantidade de substrato ativo (substrato fértil com capacidade de tamponar os valores do pH e da reserva alcalina). O aquarista que se disponha a efetuar este tipo de montagem deve ter boa percepção tridimensional e imaginação para ir distribuindo as camadas de substrato inerte e substrato fértil de modo que ao efetuar a plantação as plantas sejam alocadas (dispostas = plantadas) sobre as camadas de substrato fértil e o resultado seja agradável ao olhar.

O substrato ativo é um solo artificial manufaturado produzido no Japão (existem diversas marcas comerciais: JBL Manado, JBL ProScape, AquaSand, AZOO GROWER BED, etc.) que é obtido pelo processamento de solo natural (por meio de um procedimento industrial patenteado) visando obter um material granulado de alta porosidade e capacidade de troca iônica (CTC e CTA). Tais características favorecem o enraizamento das plantas e a colonização bacteriana, garantindo um fornecimento estável (por um período prolongado de tempo – 18 meses a dois anos) de nutrientes facilmente assimiláveis. Existem diversas composições, mas, de maneira geral, este tipo de substrato atua tamponando o pH em valores ligeiramente abaixo de 7.0 (mantém o pH entre 6.5 e 6.8) enquanto estabiliza a dureza carbonatada em valores por volta dos 4 dKH.

Esse material foi idealizado para uso como único componente na formação do solo do aquário plantado, mas, em nosso país, por motivos econômicos é usualmente usado em consórcio com o substrato inerte como forma de baratear um pouco a montagem.

MONTAGEM COM SUBSTRATO CASEIRO

Este tipo de montagem é indicada para aquaristas já com alguma experiência e que disponham de tempo, disposição e meios (água condicionada em abundância) para efetuar trocas de água com a frequência necessária, em virtude da elevada carga orgânica e concentração de nutrientes inerentes ao solo caseiro.

Começamos por preparar o substrato fértil caseiro: Uma porção de solo (previamente peneirada em peneira 10 = 10 fios por
polegada, ou similar) de jardim ou de um terreno baldio (que não tenha servido de deposito de lixo ou outros contaminantes) suficiente para formar o substrato do aquário é deixada de molho, coberta por água, em um balde por alguns dias (quanto mais tempo, melhor). Periodicamente remexa essa terra com um pedaço de ripa de madeira, colher-de-pau ou algo similar, de modo a provocar o escape do ar contido no solo e pedaços de matéria orgânica como restos particulados de vegetais (restos de folhas, ramos, etc.) e matérias similares.

De quando em quando despeje a água e o material sobrenadante preservando apenas o material mais pesado (lama) que ficou no fundo do balde. Repita essa operação até que a água deixe de ficar turva e o material orgânico pouco degradado tenha sido todo separado. A lama que sobrou no fundo deve ser misturada com uma quantidade igual (volume a volume) de cascalho fino (granulometria 01). Adicione a essa pasta um grama de laterita, de boa qualidade, para cada litro de volume do aquário. Misture tudo
muito bem formando uma pasta similar a massa de concreto úmida.

Uma pequena quantidade de laterita deverá ser colocada por baixo deste cascalho, em uma camada uniforme, formando um meio levemente redutor, com níveis muito baixos de oxigênio dissolvido. Também nesta camada pode ser colocado o fertilizante peletizado desenvolvido para uso em aquário.  Um ambiente com estas características permite o pleno funcionamento do sistema radicular vegetal impedindo a livre proliferação das bactérias anaeróbias produtoras de gases tóxicos. Outros tipos de solo poderão ser utilizados para a formação do substrato do aquário de plantas, sempre se tendo em conta, as condições acima expostas.

Damos início à montagem propriamente dita, espalhando uma camada uniforme de cascalho (granulometria 01) com uma espessura aproximada de 2 cm por todo o fundo do aquário. Essa montagem vale para aquários com aquecimento subterrâneo ou convencional. Caso V.S. opte por utilizar o sistema de cabo aquecedor subterrâneo, este deverá ser instalado antes da formação desta
camada.

A seguir espalhamos a lama misturada com o cascalho (camada fértil) em uma espessura entre 4 e 8 cm. Depois colocamos outra camada de cascalho 01 limpo por cima. Esta última camada deve ter uma espessura de 4 a 12 ou mais centímetros. A espessura final da camada de solo dependerá das características do layout, tamanho das plantas e tamanho do aquário.

Se não vejamos, são dois centímetros de cascalho limpo, mais quatro centímetros de mistura fértil, somados a, pelo menos, quatro outros centímetros de cascalho limpo para servir de cobertura (formação da camada anóxica) o que resulta em: 2+4+4 = 10 centímetros. Caso o seu aquário seja um nano pode faltar espaço para as plantas e parte hídrica. A partir daí é só proceder à plantação conforme explicado na página correspondente LINK aqui

O período de estabilização de um aquário deste tipo costuma ser superior a 6 meses e no início podem ser necessárias trocas de água diárias ou a cada dois dias de intervalo. Uma variação desta “receita” consiste em utilizar húmus de minhoca (assegure-se de somente utilizar húmus tratado) no lugar do solo natural. Em ambos os casos a mistura se beneficia da adição de laterita que vai conferir Ferro à mistura.

PLANTAS AQUÁTICAS




ou negativos (quando o crescimento ocorre na direção oposta à fonte do estímulo). Os nastismos são respostas a estímulos externos independentemente da direção de que estes provenham. A abertura e/ou o fechamento de folhas, flores ou estômatos são exemplos de nastismo.

Podem ser divididas em vasculares (apresentam vasos condutores de água e seiva constituídos por tecidos celulares diferenciados e especializados) e avasculares ou Briófitas (não apresentam vasos condutores = Bryophyta). As plantas vasculares são divididas, por sua vez, em Pteridófitas (Samambaias e afins = Pterophyta) e Espermatófitas (plantas com sementes = Spermatophyta).

A grande maioria das espécies de plantas utilizadas nos aquários plantados pertencem à categoria das vasculares espermatótitas,
muito embora, também encontremos exemplos de pteridófitas (Bolbitis spp., Microsorum spp., Cerathopteris spp., Salvinia spp., etc.) e plantas avasculares (diversas espécies de musgo como o Musgo de Java e algumas outras
briófitas como: Riccia spp., etc.) excelentes para compor paisagens subaquáticas imitando prados e gramados.

Bolbitis heudeloti, exemplo de pteridofita que é muito utilizada em montagens de aquários plantados

Evidências fósseis nos indicam que as primeiras plantas vasculares derivam de um grupo de algas verdes (Streptophyta) e que se diversificaram a partir destas durante o período Siluriano (alguma coisa ai por volta de uns 445 milhões de anos passados). Assim como as baleias e as focas*, que são mamíferos que voltaram a habitar os oceanos, as plantas aquáticas também evoluíram, a partir de plantas que haviam se adaptado a viver sobre a terra seca, para formas que vivem de forma anfíbia ou totalmente aquática.

Evidências fósseis nos indicam que as primeiras plantas vasculares derivam de um grupo de algas verdes (Streptophyta) e que se diversificaram a partir destas durante o período Siluriano (alguma coisa ai por volta de uns 445 milhões de anos passados). Assim como as baleias e as focas*, que são mamíferos que voltaram a habitar os oceanos, as plantas aquáticas também evoluíram, a partir de plantas que haviam se adaptado a viver sobre a terra seca, para formas que vivem de forma anfíbia ou totalmente aquática.

* Apesar de sua origem terrestre comum, baleias e focas descendem de grupos muito diversos de mamíferos. Os cetáceos (baleias e congêneres) são descendentes dos artiodáctilos (Ordem Artiodactyla) tendo maior afinidade com os hipopótamos, enquanto
que as focas se originaram de um heterogêneo grupo de carnívoros (formando o ramo dos Pinnipedes – Clade Pinnipedia - Ordem Carnivora) semi-aquáticos mais aparentados com os ursos e lontras que com qualquer outro mamífero. O mesmo fenômeno ocorreu com as plantas, visto que tanto grupos de plantas vasculares como plantas avasculares voltaram a habitar o ambiente aquático evoluindo de vegetais já totalmente adaptados ao ambiente seco.

PLANTAS AQUÁTICAS:

As plantas aquáticas também são conhecidas como Hidrófitas (hidro = água e fita = planta) ou macrófitas aquáticas (macro = grande, fita = planta) conforme o especialista consultado, sendo que alguns preferem o segundo termo por ser mais abrangente
englobando desde macroalgas (Caulerpa spp.) a plantas de grande porte como o mangue (diversos gêneros de arbustos e pequenas árvores respondem por esse nome, tais como: Rhyzophora, Avicennia, etc.) e o swamp cypress (Taxodium distichum - um pinheiro anfíbio dos alagados da costa leste norte-americana que pode atingir mais de 40 metros de altura).

As plantas aquáticas podem ser flutuantes (nenhuma ligação com o solo do ambiente em que vivem), semi-submersas (costumam ter uma parte aérea – folhas, e uma parte submersa – normalmente folhas e pecíolos, com as raízes, e, às vezes o caule, enterrados no solo), estritamente aquáticas (totalmente submersas – exceto as flores – enraizadas ou livres) e anfíbias (também chamadas de palustres, enraizadas ao solo - parte do ano submersas ou semi-submersas e parte do ano em solo quase seco – porém sempre com muita umidade).

As plantas aquáticas são caracterizadas por apresentarem aerênquima (tecido esponjoso com grandes espaços intercelulares repletos de ar) como adaptação para viver em locais inundados caracterizados por baixos níveis de oxigênio. O aerênquima facilita a flutuação e a troca gasosa (oxigênio por gás carbônico) nas partes vegetais submersas e raízes.

Dentre as plantas que podemos encontrar à venda no comércio, temos aquelas que são aquáticas verdadeiras (vivem a vida toda
debaixo d'água), as plantas palustres (as quais, muito embora na natureza, vivam fora d'água por boa parte da vida, podem
se adaptar ao cultivo submerso) e plantas que não são aquáticas (duram algum tempo submersas, mas acabam morrendo e poluindo a água). Estas plantas são bem diferentes umas das outras, necessitando de um tratamento de acordo com o grupo a que pertencem.
Das plantas que não são aquáticas nada falaremos aqui, pois o seu emprego, em nossos aquários, não se justifica. Tais plantas são mais indicadas para manutenção em terrários e/ou em aquaterrários.

PARTES DE UMA PLANTA:

O estudo das estruturas que compõem uma planta é denominado Fitomorfologia ou Morfologia Vegetal. O objetivo desta disciplina é caracterizar e descrever as estruturas vegetativas e reprodutivas das plantas.

O “corpo” (estrutura vegetativa) das plantas vasculares pode ser dividido em corpo somático ou vegetativo que compreende a parte aérea do vegetal (parte exposta ao ar – ou no nosso caso à água = caule, ramos e folhas) e a parte subterrânea composta pelo sistema radicular (normalmente enterrada no substrato = raízes e radicelas).

As plantas avasculares também apresentam estruturas aéreas e subterrâneas de conformação muito similar àquelas das plantas vasculares, muito embora não possuam sistema radicular (rizóides) ou folhas verdadeiras (filóides ou filídeos).

A estrutura aérea mais característica de uma planta vascular é a folha, um importante órgão que na maioria das espécies tem uma forma achatada, alargada e de pouca espessura, geralmente apresentando uma face superior = dorsal (adaxial) e outra inferior = ventral (abaxial). A idéia aqui é apresentar a maior área de superfície possível visto que a função primária deste órgão é funcionar como um painel solar para captação da energia luminosa necessária para a realização da fotossíntese.

As folhas também são responsáveis pelas trocas gasosas (absorção de CO2 e liberação de Oxigênio – O2) e equilíbrio hídrico (manutenção da hidratação dos tecidos mediante os processos de evapo-transpiração) efetuada por meio de células altamente especializadas denominadas: estômatos. São compostas por quatro estruturas denominadas:

Estípula, estrutura de proteção da bainha, às vezes assume a forma de espinho

Bainha, estrutura de ligação entre o pecíolo e o caule, em algumas espécies a estrutura também protege as folhas imaturas.

Pecíolo ou estipe, estrutura (haste) de suporte da folha que liga esta ao caule. Diversas espécies não apresentam esta estrutura, sendo as folhas, que emergem diretamente do caule, denominadas sésseis.

Limbo também conhecido como lâmina que normalmente é a estrutura de maior área de superfície, onde encontramos a maior concentração de organelas responsáveis pela fotossíntese.

As folhas que apresentam estes quatro componentes são ditas: completas. As folhas que não apresentam um ou mais destes componentes são chamadas: incompletas.

As folhas apresentam os mesmos tecidos celulares que os demais órgãos das plantas sendo compostas por tecido dérmico, fundamental (mesófilo) e vascular (vasos que conduzem a água – xilema - e a seiva – floema) denominados nervuras formando
a venação da folha As folhas podem ser classificadas quanto à forma do limbo, tipo de margem (borda), venação (número e forma das nervuras foliares).

A estrutura dos tecidos das plantas aquáticas submersas difere daquela apresentada pelas suas primas terrestres sendo que as células da epiderme apresentam as paredes muito finas, sem cutina e cutícula muito delgada ou ausente. Nestas plantas as folhas não apresentam estômatos, visto que a absorção da água e dos nutrientes (inclusive o CO2) se dá por toda a superfície vegetal. Em
sendo assim, as únicas plantas aquáticas que apresentam estômatos são as aquelas que expõem sua superfície foliar ao ambiente aéreo (folhas flutuantes como as das Nymphaea spp., ou aéreas como as da Eichornea crassipes, por exemplo).

Aerênquima

Uma estrutura muito comum nas folhas (também no caule e na raiz) das plantas aquáticas é o aerênquima que consiste em câmaras de ar formadas por grandes espaços intercelulares, geralmente de forma regular. Essas câmaras são separadas entre si, por tabiques formados por apenas uma ou duas camadas de células clorofiladas e suas principais funções consistem em conferir flutuabilidade e permitir a respiração (facilitando o transporte do oxigênio) dos tecidos submetidos a condições anóxicas.

Caules:

A principal função do caule é fornecer suporte = sustentação para a parte aérea do vegetal (ramos, folhas, flores e frutos). Apresentam vasos condutores para transporte dos nutrientes e da água das raízes para as folhas, podendo servir como deposito de alimento (acumular amido) ou água. No topo do caule se localiza a gema apical responsável pelo crescimento – em altura - do vegetal.

O caule consta basicamente de um eixo ou haste formada por segmentos denominados entrenós que se encontram delimitados por estruturas (os nós) que dão origem a folhas, ou a gemas que produzem ramos ou hastes florais.

Quanto à textura os caules podem ser:

Caules lenhosos (troncos) caracterizados por uma estrutura rígida com acúmulo de celulose e lignina (madeira) característica de vegetais de grande porte (árvores). Não se costuma empregar plantas com caules lenhosos em aquários, à notável exceção do uso de mangue (Rhyzophora sp.) em aquários marinhos.

Caules sublenhosos - apresentam lignina apenas na base, próximo às raízes, sendo característico de alguns arbustos e ervas

Caules herbáceos formam hastes macias e flexíveis. A quase totalidade das hidrófitas utilizadas em aquário apresentam caules desse tipo.

Podem ser aéreos (eretos, rastejantes, trepadores) ou subterrâneos (rizomas, estolões, tubérculos e bulbos).

As estruturas reprodutoras (flores, frutos, esporângios e sementes) definem os grupos vegetais ao qual cada planta vascular pertence. Assim, as plantas que produzem flores e sementes protegidas por frutos pertencem ao grupo das Angiospermas (receptáculo, vaso, útero-semente). Enquanto que as plantas com flores que apresentam as sementes sem cápsula de proteção (sem fruto - nuas) são chamadas justamente de Gymnospermas (nua-semente) enquanto que os esporângios (agrupados em uma estrutura denominada: soro) são característicos das Pteridófitas.

Variação morfológica:

A conformação geral (forma) de uma planta é muito variável, podendo mudar a ponto de parecer uma espécie totalmente diferente, de acordo com o estágio de desenvolvimento (idade), condições ambientais (ambiente seco, úmido, alagado, e nível de iluminação).

COMO MANTER PLANTAS SAUDÁVEIS EM UM AQUÁRIO?

Para viver bem e prosperar as plantas precisam de luz, água e adubo. Água todo aquário contém, portanto, nos resta fornecer a luz e o adubo. A luz é a fonte de onde as plantas retiram energia para seus processos vitais.

No ambiente natural e nas latitudes tropicais (áreas de clima quente e ensolarado), as variações de luminosidade, condicionadas pelas estações do ano, são mínimas. Com o nascer do dia e aproveitando a energia radiante do sol, as plantas realizam todas as suas funções vitais, acelerando ao máximo seu metabolismo, crescendo e armazenando energia na forma de açúcares (carboidratos, ou hidratos de carbono).

Ao cair da noite, os vegetais entram na fase de repouso. Cessa totalmente a fotossíntese e o vegetal cessa a produção de oxigênio, porém continua respirando normalmente, ou seja, continua consumindo oxigênio e liberando CO2. Algumas plantas chegam até a fechar suas folhas ou retraí-las de encontro ao caule durante o período noturno.

O ciclo circadiano (nome que é dado ao ciclo dia-noite) pode ser reproduzido em nossos aquários com a utilização de iluminação
artificial. As luzes do aquário deverão permanecer acesas 12 horas seguidas. Devemos evitar acender e apagar as lâmpadas do aquário, várias vezes ao dia, pois esse procedimento pode prejudicar as plantas ao interferir no biorritmo natural.

O adubo também chamado de nutriente é o alimento das plantas. O principal adubo para uma planta é o gás carbônico (CO2).
As plantas usando a energia luminosa misturam o gás carbônico com a água, fabricando açúcar e oxigênio (esse é o famoso processo denominado fotossíntese = “construção com luz”).

O açúcar complexado (ou seja, ligado quimicamente a outras moléculas de açúcar) ou misturado com outros elementos dá origem ao amido, celulose e outros produtos que são usados para construir a planta toda sendo o excesso armazenado em diversas partes do corpo do vegetal. Essas reservas são usadas quando a planta necessitar como, por exemplo, quando de um transplante.

A operação de transplante é sempre traumática para o organismo dos vegetais. Por mais cuidados que adotemos quando transplantamos uma planta pode ocorrer a perda total ou parcial de suas raízes e danos ao epitélio (sem a proteção das células do revestimento epitelial o vegetal perde maior quantidade de líquidos e nutrientes para o ambiente). As reservas acumuladas permitem que a planta sobreviva até desenvolver novas raízes, o que poderá demorar vários dias ou mesmo semanas.

O desenvolvimento vegetal é limitado pelo nutriente cuja concentração for menor (Lei dos Mínimos de Liebig).  As plantas
em geral absorvem os nutrientes (com exceção do dióxido carbônico e da água) na forma iônica. Enquanto as plantas terrestres e anfíbias assimilam a nutrição por meio das raízes, as plantas aquáticas os absorvem por toda a superfície vegetativa.

Para ser considerado nutriente um elemento deve atender a três requisitos ou critérios básicos. O primeiro, e mais importante destes, é conhecido como critério da essencialidade, ou seja, o elemento químico deve ter papel essencial (absolutamente necessário) para que a planta complete seu ciclo vital. O segundo requisito consiste em que o elemento não seja passível de substituição*, e o terceiro é que todos os vegetais necessitem e utilizem o elemento**.

*Esse critério é parcialmente verdadeiro, pois alguns nutrientes podem ser substituídos em algumas de suas funções (por exemplo: algumas enzimas podem ser formadas utilizando Manganês no lugar de Magnésio, sem prejuízo da atividade enzimática.
No entanto, nenhum outro elemento substitui o Magnésio na formação da molécula de clorofila).

** Os dezoito elementos aqui listados atendem a este requisito sendo necessários a todos os vegetais aquáticos. Alguns outros nutrientes, tais como Selênio, embora possam ser importantes para os processos fisiológicos dos vegetais ainda não tiveram
confirmada sua essencialidade. 

Nos aquários muito plantados as plantas consomem rapidamente a reservas prontamente disponíveis de nutrientes, sendo necessário complementá-los, do mesmo modo que devemos alimentar os peixes (lembrar que boa parte dos nutrientes contidos no
substrato se encontra em uma forma não solubilizada e, ao menos, temporariamente fora do alcance das plantas tornando necessário suplementá-los com fertilizantes adicionais na forma líquida).

MACRONUTRIENTES:
 
Além dos elementos mencionados acima, a planta necessita de vários outros nutrientes, divididos em macronutrientes e micronutrientes que também são conhecidos como oligoelementos ou ainda elementos-traço. Cada nutriente tem um muito papel importante para o vegetal e nenhum deles pode substituir qualquer dos outros.

Os macronutrientes são assim chamados por serem necessários em quantidades relativamente grandes, enquanto que os micronutrientes são necessários em doses muito pequenas e qualquer excesso (tanto nos micro como nos macronutrientes) pode envenenar as plantas e os peixes.

Para um crescimento saudável as plantas necessitam dos seguintes nutrientes:

Carbono (C) principal nutriente em peso, retirado do ar, entra na formação de todas as moléculas orgânicas e dos carboidratos - sacarose, glicose, etc. - que fornecem a energia necessária à assimilação do amoníaco durante a síntese dos aminoácidos.

Oxigênio (retirado da água, constituinte de todas as moléculas orgânicas) indispensável na absorção de nutrientes pelas raízes.

Hidrogênio (também retirado da água e igualmente componente importante em todas as moléculas orgânicas)

Nitrogênio (N) terceiro nutriente em importância, retirado do solo sendo um dos componentes essenciais de todas as espécies de
proteínas, bem como dos ácidos nucléicos e da clorofila. O nitrogênio gasoso N2 não pode ser utilizado diretamente pelas plantas, devendo antes passar por um processo denominado fixação, sofrendo uma combinação com hidrogênio ou com oxigênio, sendo reduzido á forma de amônio NH4 + ou de nitrato NO3 -. Essas formas de Nitrogênio inorgânico são empregadas pelas plantas na síntese dos aminoácidos que por sua vez são complexados nas diversas proteínas que formam as células vegetais. No ambiente
terrestre, o íon amônio (por ter carga positiva) é retido pelas partículas de argila ficando preso até sofrer oxidação, já os nitratos, que possuem carga negativa, movem-se livremente, sendo carreados para a zona das raízes das plantas, tornando-se a forma de nitrogênio mais viável para a vegetação terrestre. No ambiente aquático, ambas as formas estão prontamente disponíveis e por uma
questão de economia energética, as plantas aquáticas obtém o elemento, absorvendo-o preferivelmente na forma de NH3/NH4 + ou no caso destas formas estarem ausentes ou em níveis muito baixos, também na forma de nitratos.


Fósforo (P), retirado do solo e absorvido pelas plantas na forma iônica como H2PO4– e HPO42- atuando na nos processos de fotossíntese (produção de açucares e amido), na respiração celular, formação do ATP (produção e transferência de energia) e na
fosforilação de algumas enzimas, influindo no crescimento vegetal, na formação das flores e das sementes, além de participar da formação dos ácidos nucléicos DNA e RNA que regulam a síntese das proteínas tendo papel importante na divisão celular e no desenvolvimento de novos tecidos.

Potássio (K), retirado do solo, apesar de não ser empregado em nenhum componente estrutural, órgão vegetal ou composto metabólico o Potássio tem importância vital em inúmeras funções metabólicas e fisiológicas tais como absorção de nutrientes,
respiração celular, absorção, condução, transpiração e retenção de água (permite a abertura ou o fechamento dos estômatos – bomba de prótons – aumentando a capacidade das plantas terrestres resistirem às estiagens). Atua na fotossíntese (na produção, transporte e estocagem dos carboidratos). Mantém o equilíbrio iônico nos processos metabólicos que ocorrem no citosol. Atua em
conjunto com o Cálcio e o Boro para um desenvolvimento saudável das paredes celulares.

Cálcio (Ca), obtido do solo na forma iônica atua na neutralização dos ácidos orgânicos produzidos pelos vegetais, como componente das paredes celulares, no crescimento e na divisão celular, no equilíbrio iônico, na ativação das enzimas, na mobilização dos nutrientes nos tecidos e paredes celulares e na estocagem de energia na forma de amido.

Magnésio (Mg) O papel do Magnésio no metabolismo das plantas é similar ao que é desempenhado pelo Cálcio. O mineral participa na síntese das proteínas, como cofator enzimático, na fosforilação e transporte do Fósforo e participa do processo fotossintético e da composição da molécula de clorofila (forma o elemento central da molécula). Também está envolvido na síntese dos açucares, transporte de amido e formação de óleos e gorduras vegetais. Controla a absorção de nutrientes pelas raízes e auxilia a absorção do Ferro.

Enxofre (S) absorvido do solo na forma de sulfato SO42-. Formação de aminoácidos, proteínas e óleos, atua como catalisador na formação da molécula de clorofila, desenvolvimento de enzimas e vitaminas. O elemento é submetido à redução a sulfeto pela ação de enzimas especializadas (sulfatases) e incorporado ao aminoácido cisteína dos cloroplastos.

MICRONUTRIENTES:

Experimentos realizados por diversos órgãos de pesquisa agronômicos determinaram que os elementos químicos listados a seguir: Manganês (Mn), Cobre (Cu), Zinco (Zn), Molibdênio (Mo), Boro (B), Níquel (Ni), Cobalto (Co), Cloro (Cl) e Ferro (Fe) também são muito necessários para a saúde e o bom desenvolvimento dos organismos vegetais (muito embora em quantidades muito diminutas) sendo, por este motivo, chamados de micronutrientes, oligoelementos ou elementos traço. Uma carência de qualquer um destes micronutrientes dá origem a graves doenças nas plantas.

O Manganês é necessário para a assimilação do gás carbônico durante a fotossíntese, participa da formação da molécula de clorofila e da assimilação do nitrato, na ativação das enzimas que regulam a produção de lipídeos e na formação da riboflavina, do ácido ascórbico e do caroteno. O elemento também é importante na reação de Hill (fase da fotossíntese em que a água é hidrolisada em Oxigênio e Hidrogênio por meio de uma série de reações químicas desencadeadas pela luz).

Cobre (Cu2+) importante micronutriente envolvido em diversos processos metabólicos e enzimáticos, atua como agente catalisador na fotossíntese e na respiração celular e na formação das sementes e da lignina que reforça as paredes celulares dos vegetais de grande porte.

Zinco é um micronutriente que entra na formação de um grande número de enzimas, na produção da auxina (hormônio vegetal do crescimento), clorofila e carboidratos, auxilia a regular o consumo de açúcares, a formação de amido e o desenvolvimento radicular
(formação das raízes) e desempenha um papel essencial na transcrição do DNA.

Molibdênio é absorvido pelas plantas na forma de molibdato (MoO4-) atuando como um co-fator para as enzimas que catalisam a formação dos aminoácidos a partir dos nitratos e como moderador da quantidade de nitritos e nitratos nos tecidos vegetais. Este elemento atinge suas maiores concentrações nas folhas mais velhas em virtude de sua ligação com o Enxofre.

O Boro também é obtido do solo e absorvido na forma de Borato (BO33-) atuando no transporte de açúcares, na correta divisão celular, na síntese de enzimas, no reforço das paredes celulares e na distribuição do Potássio para as células-guarda (células que controlam a abertura dos estômatos. Os sintomas de deficiência deste micronutriente se caracterizam por má formação das ponteiras (locais de crescimento do vegetal), flores e frutos. As folhas jovens podem apresentar clorose.

Níquel (Ni) participa da formação de pelo menos sete enzimas, dentre elas as ureases de grande importância nas plantas vasculares. Nos vegetais avasculares substitui o Ferro e o Zinco em algumas enzimas.

Cobalto tem importante papel como catalisador na fixação do nitrogênio pelas bactérias dos nódulos radiculares e participa
na composição da vitamina B12 e da coenzima cobalamida.

Cloro na forma de cloreto (Cl-) é necessário para regular o equilíbrio iônico celular, e o equilíbrio hídrico do vegetal (em associação
com o Potássio) e tem participação importante na fase clara da fotossíntese (hidrólise da molécula de água), no equilíbrio iônico e no transporte de nutrientes. O elemento também auxilia os vegetais na resistência contra o ataque de fungos, muito embora, o mecanismo pelo qual isso ocorre ainda não seja bem compreendido. Acredita-se que por competir com a absorção do nitrato,
o elemento favoreça o uso pelas plantas do nitrogênio amoniacal (NH3/NH4) reduzindo a morbidez das doenças que acometem os vegetais.

O Ferro é um micronutriente especialmente importante para a fisiologia e saúde dos vegetais aquáticos. É um elemento químico abundante no solo encontrado na forma de óxido, hidróxido e fosfato de Ferro. A forma mais comum é a hematita (óxido de Ferro – Fe2O3) insolúvel que os vegetais não conseguem aproveitar. Este elemento somente está disponível para assimilação nas
formas iônicas férrica (Fe3+) e/ou ferrosa (Fe2+), sendo a segunda forma a preferida. Em condições ligeiramente anóxicas e ácidas a forma disponível mais comum é o sulfeto ferroso. O elemento é um componente importante para um metabolismo adequado na maioria das plantas terrestres e aquáticas. Toma parte em muitos dos processos fotossínteticos controlados por enzimas, também participa de fenômenos como respiração, síntese clorofiliana e produção de proteínas, sendo ainda um elemento essencial para a formação das membranas celulares, mas geralmente não se encontra disponível em quantidades suficientes nos aquários, sendo freqüente ocorrer uma deficiência, mesmo quando o substrato contém boas quantidades de óxidos e outros compostos de ferro, visto que as plantas apenas podem utilizar este metal na forma iônica ou fracamente quelatada.

DOENÇAS CAUSADAS POR CARÊNCIA DE MACRONUTRIENTES:

A falta de um ou mais destes nutrientes provoca doenças que se caracterizam por sintomas muito semelhantes que, geralmente, são denotados por uma forma de clorose (amarelecimento das folhas ou nervuras em virtude da perda ou má formação do pigmento clorofila).

Nitrogênio: A falta de nitrogênio conduz a transtornos metabólicos caracterizados por clorose (falta de pigmento verde) que se traduz em um amarelamento das folhas mais velhas do vegetal, bem como um desenvolvimento lento e plantas de menor estatura.

Fósforo: As carências de fósforo são mais difíceis de diagnosticar que a falta de nitrogênio ou de potássio. Uma deficiência na quantidade de fósforo disponível pode se assemelhar aos sintomas de uma deficiência de nitrogênio quando as plantas são pequenas. Plantas deficientes em fósforo apresentam crescimento retardado e anêmico (raquitismo) apresentando, por vezes, uma coloração
verde-escura anormal. Em alguns casos as folhas apresentam uma coloração vermelho-púrpura devido ao desenvolvimento de antocianinas (pigmentos que conferem coloração vermelha aos tecidos vegetais).


Para evitar doenças relacionadas com carências nutricionais, aplique regularmente AZOO PLANT PREMIUM.

Composição completa idealizada para suprir toda a nutrição necessária às plantas aquáticas em uma única embalagem.

Potássio: A deficiência de potássio provoca sintomas típicos tais como manchas amarronzadas, folhas distorcidas e enroladas e clorose (coloração amarelada entre os veios das folhas), geralmente nas folhas mais velhas. Em certos casos surgem também manchas avermelhadas na parte de baixo das folhas.

Cálcio: Os sintomas de uma deficiência de Cálcio são bastante vagos e geralmente se traduzem por clorose das folhas mais velhas.

Magnésio: Os sintomas de deficiência de Magnésio são caracterizados pelo empalidecimento (perda de pigmento verde) das folhas mais velhas ou pela clorose intervenal (a folha fica amarelada, mas a venação mantém o colorido verde natural). Em alguns casos as bordas do limbo foliar recurvam para cima (enrugam) e assumem uma coloração marrom-avermelhada ou arroxeada.

Enxofre: A carência de Enxofre provoca sintomas muito semelhantes à deficiência de nitrogênio sendo a principal diferença o fato que a palidez ocorre nas folhas mais novas. Em alguns casos uma ligeira clorose ocorre nas nervuras da folha (venação) enquanto que os tecidos intervenais continuam com a coloração normal.

DEFICIÊNCIA DE ELEMENTOS TRAÇO:

A deficiência de Manganês se caracteriza pela clorose intervenal (entre os veios) das folhas jovens e pelo surgimento de pontos e manchas marrom-escuras nas folhas afetadas.

A falta de Cobre é caracterizada por clorose, distorção e morte (necrose) dos tecidos vegetais. Algumas espécies apresentam uma coloração verde-azulada na folhagem antes que a clorose se declare.

A falta de Zinco é caracterizada

por ausência de pigmentos nas partes em desenvolvimento (folhas e brotos brancos) e nervuras centrais cloróticas (amarelas), ou simplesmente se apresentar como um raquitismo grave.

Plantas de coloração vermelha exibem toda a riquesa de seu colorido quando recebem a quantidade correta de luz, gás carbônico e suplementos ricos em Ferro, como o AZOO RED ADVAN, de que necessitam.

O efeito de uma deficiência nos níveis do Molibdênio consiste no surgimento da clorose das margens dos limbos foliares acompanhada de deformação das bordas da lâmina foliar. Morte do tecido embrionário e diminuição da viabilidade do pólen também são associados a essa causa.

A falta de Níquel se caracteriza pela formação de lesões necróticas (morte dos tecidos celulares) localizada nas pontas das folhas por efeito do acúmulo de uréia.

Os sintomas de uma deficiência de Ferro são caracterizados por um retardo no crescimento da planta, clorose intervenal (folhas amareladas com as nervuras verdes), despigmentação progressiva das folhas que vão ficando amareladas ou esbranquiçadas e com aspecto vítreo. Em quantidade excessiva o metal pode dar origem ao fosfato ferroso (no interior das células vegetais) um sal não assimilável, que conduz à degeneração e morte da planta. O excesso de Ferro impede a absorção do Manganês. Devemos efetuar
trocas parciais (TPAs) seguidas e freqüentes para melhorar esta condição pela diminuição da quantidade de ferro em dissolução.