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Existem diversas técnicas de montagens para aquários plantados. Dentre as principais destacamos a montagem tradicional, introduzida no mercado, no final da década de 1970, pela firma alemã DUPLA AQUARISTIK GmbH, atualmente uma divisão de produtos para aquário de propriedade de outra firma alemã, a Dohse Aquaristik KG.
Essa montagem é especialmente indicada para as localidades que apresentam médias anuais de temperatura frias ou amenas e se baseia na utilização de um aquecedor especial (de baixa potência) em forma de fio, o qual é enterrado sob o cascalho. O uso deste sistema proporciona a formação, pelo efeito da convecção, de uma leve correnteza de água aquecida, necessária para o bom funcionamento do sistema. Esta tênue correnteza ascendente impede a formação de bolsões anóxicos, onde se proliferam as bactérias produtoras dos gases tóxicos. Segundo os aquaristas alemães as plantas se desenvolvem melhor quando tem os “pés quentes” (ou seja, as raízes aquecidas).
Alternativamente a essa forma de montagem temos o sistema divulgado pela divisão AZOO da Taikong Corp., muito utilizado na China e em Taiwan e que é destinado às localidades em que as médias de temperaturas são relativamente altas na maior parte do ano (caso da maior parte do território Brasileiro) onde o fio aquecedor é substituído por uma tubulação dotada de perfurações espaçadas a intervalos regulares (mais ou menos 10cm), ao longo de todo seu comprimento, a qual também fica enterrada sob o cascalho. Um leve fluxo de água é bombeado continuamente através da tubulação, por intermédio de uma bomba submersa de pequena vazão, percolando através do substrato por meio das referidas perfurações. O efeito resultante é semelhante ao obtido com a utilização do cabo aquecedor.
Os aquapaisagistas brasileiros, de maneira geral, empregam montagens mais simples dispensando o emprego de dispositivos para a geração de correntes de água aquecida através do substrato.
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