| Os peixes que habitam os tanques e lagos ornamentais têm as mesmas necessidades, quanto à qualidade e os aspectos físico-químicos da água, que os peixes de aquário. Entretanto, as condições a que estão submetidos são muito diferentes daquelas encontradas em um aquário típico.
Os tanques, via de regra, se encontram expostos às intempéries e insolação direta, sendo submetidos a variações extremadas nas condições físico-químicas do meio hídrico. As chuvas, em especial, aquelas que caem nas regiões próximas a grandes metrópoles, e em outras zonas, com altos níveis de poluição atmosférica, alteram, muitas vezes, drasticamente as características da água, provocando um rebaixamento dos níveis do pH e uma proliferação excessiva de algas microscópicas.
Esta proliferação descontrolada causa uma turbidez, que prejudica a visualização dos peixes e afeta o efeito estético do tanque. A chuva também pode transportar sedimentos e sujidades, que terminam por se acumular no fundo dos tanques, quando estes são mal projetados. Outro problema, muito freqüente em tanques e lagos externos reside no acúmulo de folhas, poeira e outros detritos ou dejetos, caídos de árvores próximas, ou carreados pelo vento.
Os dejetos orgânicos são submetidos a uma degradação bacteriana, que concorre para piorar a qualidade da água, diminuindo as taxas de oxigênio dissolvido, aumentando os níveis de CO2, e de amônia (NH3OH), reduzindo sua transparência e ainda acumulando sedimentos lodosos no fundo do tanque.
Por último, más não menos importante, é o fato de que os próprios peixes, também, excretam quantidade significativas de amônia. Quando o volume de resíduos é significativo, apenas as trocas parciais desta água, não são o suficiente, para manter uma boa qualidade hídrica. Assim sendo, somos obrigados a recorrer a aparelhos, denominados filtros, que através de um processo conhecido como filtração ou filtragem, mantém a água adequada para nossos "peixinhos".
Diante destes fatos torna-se claro que o sistema de filtração de um tanque, deverá ser bem dimensionado, para minimizar os problemas acima relacionados. O acionamento do sistema de filtros deverá ser feito por uma bomba de vazão proporcional ao volume do tanque. A taxa mínima aceitável de circulação equivale à metade volume líquido do tanque por hora.
Podemos empregar bombas submersas ou bombas externas. As bombas submersas são potentes, compactas e com consumo muito baixo em relação às bombas externas, que em contra partida, apresentam maior torque (alcançam maiores alturas de coluna d’água). A captação da água a ser filtrada, deverá efetuada, parte na superfície, mediante um skimmer e parte na valeta localizada na parte mais profunda do tanque.
Quando a incidência de luz solar sobre o tanque é plena se recomenda a instalação um filtro esterilizador U.V. para evitar a proliferação excessiva de algas unicelulares, que causam uma turbidez esverdeada muito intensa, a ponto de eliminar totalmente a transparência da água.
Estas algas são diminutos vegetais que requerem para se desenvolverem altas taxas de nitratos e fosfatos em dissolução. O aparelho deve ser instalado no estágio final do sistema de filtragem, pois sua ação é mais eficiente com o uso de água limpa, sem partículas em suspensão. Para um melhor desempenho do aparelho a operação deverá ser contínua (24 horas do dia). Deve-se ter em mente que este equipamento somente tem efeito sobre a água que passa por ele, não afetando as algas que se fixam nas paredes e fundo do tanque. |