| A luz é necessária para visualizar o interior do recinto e fornecer energia para o metabolismo vegetal, mas não fica por aqui sua importância, visto que diversas das espécies de animais que podemos manter em nossos terrários e aquaterrários têm necessidades muito especiais no concerne à iluminação.
Os répteis e anfíbios, por exemplo, da mesma maneira que nós seres humanos, enxergam na faixa do espectro que vai dos 700 aos 400 nanômetros (faixa visível do espectro), porém diferentemente de nós, eles enxergam, igualmente bem, na faixa Ultra Violeta A (400 a 320 nanômetros).
Diversos estudos comprovaram que esse tipo de luz (radiação ultravioleta do tipo A) é fundamental na identificação interespecífica (reconhecimento entre os animais de uma mesma espécie), na apetência (vontade de comer, visto que as cores refletidas pelo alimento dependem do comprimento de onda da radiação que incide sobre os mesmos) e na predisposição ao acasalamento.
Quando iluminados com uma lâmpada fluorescente normal (com baixa emissão em UVA) eles tem uma percepção diferente do mundo (mais ou menos como, quando utilizamos óculos de sol em um ambiente mal iluminado) e esse fato, pode ser causa de considerável estresse.
Além disso, as diversas espécies de lagartos terrestres (como os teiús, calangos verdes e outras) e arborícolas (Iguana, anolis, etc.), de hábitos diurnos, assim como jabutis e cágados (as "tartaruguinhas d'água), necessitam de luz na faixa UVB (290 a 320 nanômetros) para que possam sintetizar a vitamina D3 que é indispensável na fixação do cálcio e formação dos ossos. No ambiente natural estes seres se expõem à luz solar, recebendo dessa maneira a quota necessária desta energia vital. Quando existe uma carência desse tipo de luz, tais animais ficam propensos a contrair diversas moléstias associadas à falta dessa vitamina.
Outra função muito importante da luz é fornecer calor aos habitantes do terrário. A maioria das espécies citadas acima utiliza a energia da faixa infravermelha do espectro luminoso (que se inicia, exatamente, na outra extremidade do espectro visível - acima dos 700 nm) para obter o calor necessário para manter suas funções metabólicas ativadas, visto serem animais ectotérmicos e como tal incapazes de manter constante uma temperatura corporal adequada.
Diferentes espécies têm diferentes necessidades, que devem ser supridas caso queiramos ter sucesso. E não devemos nos esquecer que a temperatura no terrário (diferentemente do caso de um aquário) deve ser variável conforme o decorrer do ciclo circadiano (na natureza as temperaturas noturnas são mais amenas que as diurnas).
Devido a uma característica física da tecnologia de geração de luz que utilizamos atualmente, as lâmpadas que rendem bem em um extremo do espectro, tem um rendimento muito pobre no outro extremo.
Assim, se quisermos simular bem um ambiente natural e suprir integralmente as necessidades de nossos amiguinhos de “casca grossa”, teremos que empregar diversos tipos de lâmpadas em nossos aquários, terrários e aquaterrários.
Os diversos tipos de lâmpadas Exo-Terra que oferecemos a vocês foram desenvolvidos tendo em mente a possibilidade de ser usados em conjunto (combinados) para imitar a variações de luminosidade e temperatura que ocorrem no ambiente natural. |