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Filtro
biológico x Filtro mecânico
Peixes de diferentes
formas de vida precisam se alimentar
para se manterem vivos e saudáveis,
logo após de ingerido, o alimento,
é submetido a um processo de
digestão para poder ser assimilado.
Por mais eficientes que sejam a digestão
e a assimilação sempre
sobram resíduos que devem ser
excretados, assim sendo, temos dois
tipos de produtos de excreção:
Um sólido (fezes) e outro líquido
(urina) que devem ser retirados do
nosso aquário e para isso,
utilizamos a filtragem e a sifonagem.
A filtragem é um processo de
limpeza e depuração
dos resíduos orgânicos
constituídos por fezes, urina,
restos de ração que
os peixes não comeram, plantas
aquáticas mortas e etc., diluídos
ou mantidos em suspensão na água do aquário.
Atenção! Notem que a filtração
ou filtragem só atua sobre
as partículas de imundices
que estão suspensas, flutuando
livremente na água e não
naqueles dejetos mais pesados que
se acumulam no fundo do aquário.
Esses precisam ser retirados por meio
da sifonagem.
A filtragem mecânica nada mais
é que o uso de um material
que funcione como tela ou peneira,
retendo partículas de sujeira
que estejam em suspensão
na água do aquário.
Utiliza-se para esse fim um elemento
filtrante composto por lã acrílica
(perlon), espuma de poliéster
(esponja sintética) ou outros
meios de características semelhantes.
Já a filtração
biológica é um processo
muito mais complexo que transforma
a urina dos peixes (que é venenosa)
em compostos menos tóxicos,
sendo responsáveis pelo efeito
dois grupos de bactérias (por
isso o nome de filtragem biológica)
denominadas: bactérias nitrificantes,
as quais reduzem a amônia (o
xixi do peixe) e o nitrito, transformando-os
em nitratos. Para tanto, essas bactérias
necessitam de uma superfície
onde se fixarão, e boa quantidade
de oxigênio, por isso são
chamadas de bactérias aeróbias
(só vivem na presença
de oxigênio).
O modo mais simples e econômico
de fazer uso destas bactérias
é instalando um filtro biológico
de placas ou filtro biológico
de fundo, que consiste na montagem,
uma armação de placas
perfuradas cobrindo o fundo do aquário,
com a função de criar
condições para o estabelecimento
de uma próspera colônia
de bactérias.
Uma ou mais dessas placas (dependendo
do comprimento do aquário,
normalmente uma a cada 50 cm de comprimento)
dispõe de um adaptador onde
é encaixado um conjunto de
tubos plásticos, denominado
torre do filtro biológico,
cuja função é
canalizar a água e servir de
suporte, ou conduto, para o dispositivo
de acionamento, que pode ser uma bomba
submersa ou um compressor que injeta
ar sob pressão mediante uma
mangueira e uma pedra porosa, dessa
maneira a água circula através
do cascalho, provendo as bactérias
de alimento (amônia) e do oxigênio
vital para a sobrevivência destas.
Essas bactérias são
sésseis (fixas) e, se alojam
na superfície dos grãos
do cascalho.
Nota-se que a função
desse filtro é “processar”
os resíduos nitrogenados líquidos
(amônia e nitrito) em dissolução
na água do aquário,
inativando-os. A medida em que a circulação
é forçada na água,
através do cascalho, ocorre
a retenção e acúmulo
de resíduos e dejetos em meio
a este (não o torna um filtro
mecânico), para que ele possa
funcionar corretamente deverá
ser mantido limpo, administrando uma
sifonagem assídua dos detritos
nele acumulados.
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