Iluminação
para Terrários:
Esse texto será
compreendido melhor, caso o leitor leia
antes o artigo referente à iluminação
do aquário de plantas.
Terrário! O que
é um terrário? A grosso
modo podemos imaginar um terrário
como um aquário que não
contém água, ou seja, uma
caixa (feita de vidro, ou outro material
transparente, ou dotada de visores, janelas
ou painéis transparentes, que nos
permitam ver seu interior) onde tentamos
criar um simulacro de um ambiente natural,
que pode ser a réplica de um deserto,
uma floresta tropical ou um pequeno trecho
de solo de floresta. Nesse espaço
podem ser alojados os mais diversos grupos
de animais e/ou plantas que possamos imaginar,
desde que sejam compatíveis com
as dimensões da caixa empregada.
Quando, nesta caixa, tentamos imitar um
ambiente composto por uma parte terrestre
e outra aquática, damos a essa
montagem o nome de aquaterrário
ou paludário (Palude, pântano
em Latim). Assim sendo, pode-se criar
ambientes que abriguem insetos, aracnídeos
(não todos juntos, evidentemente),
outros grupos de invertebrados e também
anfíbios e répteis. Afora
há diversidade de grupos harmonioso
nestes ambientes, tendo assim, à
escolha, uma grande diversidade de habitats
passíveis de reprodução,
tais como: florestas, desertos, manguezais,
ambientes caracterizados por extrema umidade
ou relativa secura.
Porque gastar dinheiro com lâmpadas
especiais para terrário?
As lâmpadas fornecem a luz necessária
para a clara visualização
no interior do terrário ou fornecer
energia para o metabolismo vegetal, mas
não fica por aqui sua importância,
visto que, diversas das espécies
de animais que podemos manter neste ambiente
têm necessidades fisiológicas
especiais no concerne a iluminação.
Uma destas necessidades se refere à
visão – Os répteis
e anfíbios, a exemplo dos seres
humanos, enxergam na faixa do espectro
que vai dos 700 aos 400 nanometros (faixa
visível do espectro), porém
diferentemente de nós, estes animais
enxergam igualmente bem na faixa Ultra
Violeta A (400 a 320 nanômetros).
Estudos laboratoriais comprovaram que
a radiação ultravioleta
do tipo A é fundamental na identificação
interespecífica (reconhecimento
entre os animais de uma mesma espécie),
no apetite, (visto que as cores refletidas
pelo alimento dependem do comprimento
de onda da radiação que
incide sobre os mesmos) e na predisposição
ao acasalamento. Quando iluminados com
uma lâmpada fluorescente normal,
(com baixa emissão em UVA) eles
têm uma percepção
diferente do mundo, mais ou menos como
quando utilizamos óculos de sol
em um ambiente mal iluminado, e isso é
causa de considerável estresse.
Além disso, os lagartos terrestres
(Teiú, calango verde, etc.) e arborícolas
(Iguana, anolis, etc.), de hábitos
diurnos (assim como tartarugas, jabutis
e cágados), necessitam de luz na
faixa UVB (320 a 290 nanômetros),
para a síntese da vitamina D3 e
conseqüente fixação
do cálcio e formação
dos ossos. No ambiente natural estes seres
se expõem à luz solar, recebendo
dessa maneira a quota necessária
desta energia vital, quando existe uma
carência desse tipo de luz, tais
animais ficam propensos a contrair diversas
moléstias associadas à falta
dessa vitamina.
Outra função muito importante
da luz é fornecer calor aos habitantes
do terrário. A maioria das espécies
citadas acima utiliza a energia da faixa
infravermelha do espectro luminoso para
obter o calor necessário para manter
suas funções metabólicas
ativadas, visto serem animais ectotérmicos
e como tal, incapazes de gerar e manter
constante uma temperatura corporal adequada.
Diferentes espécies têm diferentes
necessidades, que devem ser supridas caso
queiramos ter sucesso.
Os diversos tipos de lâmpadas existentes
podem ser combinados para imitar a variação
de luminosidade e temperatura que ocorrem
no ambiente natural. Na natureza as temperaturas
noturnas são mais amenas que as
diurnas.