Medicamentos são classes de produtos que usamos para tratamento de peixes (e todos os demais organismos que mantemos em cativeiro) quando eles estão doentes. Afinal são seres vivos e como tal estão sujeitos a contrair as mesmas doenças (ou quase) que nos acometem.

          Dessa maneira, os peixes (exatamente assim como nós e a maioria das demais criaturas vivas) estão sujeitos a contrair viroses, infeções bacterianas e/ou micóticas, infestações parasitárias (tanto internas, quanto externas) e também, exatamente como a gente, doenças congênitas, ambientais e de fundo orgânico ou psicológico (aqui os profissionais da área vão cair matando, mas, antes de atirar a primeira pedra, pare e responda: O estresse, que é um dos principais agentes etiológicos de muitas doenças, não tem uma componente psicológica?).

          Para cada tipo de doença existe (pelo menos) um remédio, geralmente, bem específico. Ou seja, é muito importante conhecer os sintomas característicos das principais doenças que ocorrem em nossos peixes, pois se usarmos um remédio errado, o resultado não será nada bom.

          O melhor mesmo é evitar que as doenças se declarem e prejudiquem nossos amiguinhos aquáticos. Para isso se faz necessário saber como as doenças funcionam, ou seja, precisamos saber que:

          Para uma doença se instalar, alguém (no caso o peixe, daqui para frente conhecido como: vítima, paciente ou doente) tem que estar enfraquecido, imunodeprimido ou ser sensível ao agente causador da moléstia.

          Alguém tem que ser o bandido ou vilão nessa história (quer dizer tem que existir um organismo causador de enfermidade denominado: agente patogênico, agente etiológico, agente infeccioso ou agente causal). Manter o aquário em boas condições de higiene é uma medida muito efetiva para reduzir a quantidade de agentes causais no nosso aquário.

          Finalmente (embora a ordem dos fatores não altere o resultado = doença) alguma coisa deve favorecer o agente patogênico e prejudicar a vítima, facilitando que a doença ocorra e possa ser transmitida. O maior responsável aqui é uma água de baixa qualidade.

          Se eliminarmos pelo menos um destes três fatores a possibilidade de uma enfermidade se declarar e se propagar entre os habitantes do aquário é praticamente nula.