Doenças
no ambiente marinho
No que refere as doenças, temos duas classes:
a primeira reúne as enfermidades denominadas
ambientais, que tem como agente causal, as más
condições em que são mantidos os
seres que vivem em nossos aquários. As doenças
da segunda classe, nas quais se encontram envolvidos
agentes patológicos ( parasitas, bactérias,
fungos, etc. ), tem muito freqüentemente como causa
primária a precariedade das acima referidas condições
ambientais.
Entre as doenças ambientais listamos:
Acidose
A acidose ocorre por efeito do aumento nos níveis
de gás carbônico dissolvido na água
e a conseqüente queda do valor do pH associada
a este fato, como por exemplo, no caso de uma aeração
deficiente e / ou um excesso populacional. A medida
que ocorre a elevação progressiva dos
níveis de gás carbônico, torna-se
comparativamente mais difícil para o peixe expelir
o CO2 transportado por suas hemácias, o que conduz
a uma acidificação dos valores do pH do
plasma sangüíneo, agravada pela queda dos
valores do pH do ambiente. As células sangüíneas
saturadas de gás carbônico não efetuam
as trocas gasosas, causando a morte dos peixes, por
asfixia, mesmo em um ambiente saturado de oxigênio
( Essa condição também é
muito comum em aquários plantados com injeção
de gás carbônico e mal tamponados). No
entanto, o que ocorre mais comumente é que as
condições que favorecem um aumento das
taxas de CO2, também reduzem os níveis
de oxigênio em dissolução na água.
A afecção é caracterizada pelos
seguintes sintomas: comportamento apático, inapetência
aumenta de secreção mucosa, especialmente
nas brânquias, vermelhidão na região
ventral e inativação do sistema imune.
Se a queda do pH for muito rápida, ocorre o chamado
choque de pH cujos sintomas são: movimentos bruscos
e erráticos, insuficiência respiratória
aguda, agravada pela falência do transporte do
oxigênio pelas hemácias saturadas de CO2,
rapidamente seguida da morte do animal.
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