Os peixes mais indicados para o
povoamento de tanques ornamentais externos, pelo menos
nas regiões mais frias do Brasil, são
os kínguios e as carpas. Criados em cativeiro
há muitas centenas de anos estão perfeitamente
adaptados à vida nestes ambientes artificiais.
Apreciam uma água levemente alcalina, com um
valor de pH entre 7.2 e 7.6, podendo suportando temperaturas
compreendidas entre 3º e 32º Célsius.
São peixes volumosos e a medida que crescem em
comprimento seu volume e massa corporais aumentam em
maior proporção. Os kínguios podem
medir quando adultos plenamente desenvolvidos, mais
de 30 cm de comprimento com um peso médio de
1 quilograma. Carpas acima de 60 cm de comprimento podem
pesar de 30 a 45 kg. Comprimentos totais de perto de
1,2 metros não são incomuns.
O modo mais prático para calcular a quantidade
de peixes que um tanque pode comportar é levar
em consideração a área de superfície
necessária por cada centímetro de comprimento
do animal. Não é conveniente colocar a
carga máxima, restringindo o número de
peixes a 2/3 da lotação máxima,
dando espaço para o crescimento dos mesmos.
Para uma carpa de 60 cm de comprimento uma boa proporção
é de 180 a 200 cm2 de área de superfície,
para cada cm de comprimento corporal. Acima de 60 cm
uma proporção mais aceitável seria
entre 220 e 250 cm2 de área de superfície
por cm de comprimento linear.
Os mais belos peixes para a ornamentação
de tanques e lagos são os nishikigoi, variedades
coloridas da carpa comum, os quais surgiram em um remoto
vilarejo no interior do Japão, na província
de Niigata, no final do século 18. Os invernos
nessa região são extremamente rigorosos,
e as carpas criadas para servirem de alimento eram mantidas
dentro das habitações para protegê-las
dos rigores das intempéries. Entre estas, surgiram
mutações coloridas que foram sendo preservadas
por serem diferentes, sendo a origem das atuais nishikigoi.
As variedades mais apuradas apresentam brilho, padrão
e definição de cores dificilmente encontrados
em outros peixes ornamentais.
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