A função principal de um aquário
é possibilitar que peixes e outros seres aquáticos
vivam bem e prosperem em condições de
cativeiro. Os peixes tem necessidades vitais próprias
que devem ser respeitadas para que possam se desenvolver
sem problemas. O mesmo ocorre com as plantas. Para que
estas se desenvolvam a contento, devem receber uma série
de cuidados específicos. Assim um aquário
de plantas tem, necessariamente, uma concepção
e um modo de montagem um tanto diferentes de um aquário
tradicional (cujo enfoque maior é o peixe).
As plantas, como os demais seres vivos, necessitam se
alimentar para viver. Elas precisam de três elementos
básicos, sem os quais não conseguem se
alimentar direito e acabam por morrer. Esses elementos
são:
.: Água
.: Luz
.: Adubo
Adubo
O adubo é a comida das plantas, ele é
constituído por uma série de nutrientes.
O principal nutriente para uma planta é o gás
carbônico. Esse gás é também
conhecido como anidro carbônico, dióxido
de carbono ou, simplesmente CO2.
CO2 dá o maior gás para o desenvolvimento
dos vegetais. As plantas absorvem a energia luminosa,
misturam o gás carbônico com a água,
e fabricam açúcar e oxigênio. Pra
você ter uma idéia da importância
do gás, basta saber que o elemento Carbono, sozinho,
representa entre 40 e 50 % do peso seco de um vegetal.
O açúcar misturado com outros elementos
dá origem ao amido, celulose e outros produtos
que são usados para construir a planta toda,
sendo o excesso, armazenado em diversas partes do corpo
do vegetal. Essas reservas são usadas quando
a planta necessitar, como por exemplo: no ato de transplantarmos
uma planta pode ocorrer a perda total ou parcial de
suas raízes, assim, essas reservas permitem que
a planta sobreviva até desenvolver novas raízes,
o que poderá demorar vários dias e mesmo
semanas.
CO²
De uma maneira geral, em condições normais,
não existe falta de gás carbônico
para as plantas, pois os peixes, bactérias, fungos,
protozoários e até mesmo as plantas, que
nele habitam, produzem continuamente CO2, como resultante
de seus processos respiratórios. O problema acontece
quando montamos um aquário plantado, já
que a quantidade do gás pode não ser suficiente
para suprir a demanda, constituindo-se em um dos fatores
limitantes, para o crescimento vegetal. Além
disso, existe uma forte tendência para o gás
escapar por difusão, devido a menor concentração,
do mesmo, na atmosfera.
Dessa maneira pode se fazer necessário suplementar
essa deficiência. Existem vários métodos
de introduzir CO2 em nossos aquários. Os mais
usuais consistem nos métodos caseiros (tem até
um caseiro industrializado), métodos químicos
(pastilhas ou precursores de fotossíntese) e
por injeção do gás sob pressão.
Esse último sistema é muito sofisticado,
na versão totalmente automatizada, utiliza um
cilindro de aço (ou alumínio nos modelos
de luxo) contendo CO2 sob alta pressão, uma válvula
reguladora para baixar a pressão do gás,
uma válvula solenóide, para controlar
a injeção do gás e um medidor de
pH eletrônico, com capacidade para controlar as
funções da válvula solenóide,
que mede as pequenas variações do valor
do pH, acionando a válvula solenóide sempre
que o pH variar.
Como
medir o CO²?
Pelo menos um fabricante comercializa um indicador
de nível de gás carbônico. O dispositivo,
denominado CO2 Indicator, permite saber instantaneamente
a concentração do dióxido de Carbono,
com uma simples mudança de cor de um reagente
contido dentro de uma caixinha plástica transparente,
presa ao vidro do lado de dentro do aquário,
abaixo da linha d'água, por meio de uma ventosa.
O reagente tem duração de aproximadamente
20 dias e deve ser trocado após este prazo. Outra
forma de medir a quantidade de CO2 dissolvida é
empregar um teste de CO2.
A forma mais usual de determinar os níveis de
gás carbônico dissolvido é efetuar
dois testes (um de pH e outro de KH), correlacionando
os resultados em uma tabela que nos informa a quantidade
de gás existente com os resultados dos testes
realizados de acordo.