Como alimentar os peixes do meu tanque:
À primeira vista, esse é um assunto muito
fácil de resolver, basta jogar uns pedaços
de pão, ou então, ir a uma loja é
adquirir uma raçãozinha qualquer. Mas
será que é assim mesmo? Nutrição
é um assunto sério, e como tal deve ser
tratado, afinal da qualidade do alimento depende, em
boa parte, a saúde de um peixe e a nossa também.
Não se consegue manter a saúde com uma
dieta deficiente ou mal balanceada.
O peixes que habitam os tanques e lagos de jardim (kínguios
e carpas) são conhecidos como peixes de água
fria e tem necessidades um pouquinho diferentes daquelas
dos demais peixes que costumamos manter em cativeiro
(com finalidade de ornamentação). Uma
destas, de capital importância se refere à
composição da dieta.
Tipicamente, os animais obtém do alimento que
ingerem, diversos nutrientes e vitaminas. Dentre os
nutrientes, destacam-se as gorduras, os açúcares
(carbohidratos) e as proteínas (que apesar de
terem função, principalmente, estrutural
- no crescimento e regeneração dos tecidos
- também podem ser usadas na produção
de energia, quando necessário), que são
utilizados para obtenção da energia necessária
para a manutenção da vida. A proporção
relativa destes itens é um pouco diferente da
composição média indicada para
a grande maioria dos peixes (ditos tropicais).
E, além disso, diferentemente das características
ambientais, sempre estáveis, que procuramos manter
em nossos aquários, um tanque de jardim (em virtude
de sua situação exterior e, conseqüente,
exposição às mudanças climáticas),
passa por mudanças estacionais, muitas vezes,
dramáticas. E como não poderia deixar
de ser, as necessidades nutricionais destes animais
irão variar em função destas mudanças.
Em determinada época do ano (no inverno) convém
que o alimento contenha mais energia, enquanto que nos
períodos quentes a necessidade de proteínas
aumenta em razão do crescimento dos animais,
favorecido pelas altas temperaturas. Dessa maneira,
enquanto uma ração apropriada a um peixe
tropical, contém um mínimo de 40 a 45
% de seu peso em proteína bruta, em uma ração
destinada a kínguios e/ou carpas, este nutriente
se resume a valores situados, em média, entre
20 e 35% do peso total do alimento.
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