| Testes
Os testes, como sabemos, servem para nos assegurar
de que tudo está bem em nosso aquário.
Nos aquários marinhos essa segurança é
fundamental, devido à rapidez com que as coisas
podem desandar, e ao delicado equilíbrio entre
os parâmetros físicos e químicos
para a manutenção de uma população
estável, sadia e florescente de organismos. Para
isso contamos com uma série de conjuntos de testes
específicos, entre eles:
Teste de Densidade
Densidade é o peso da água em gramas por
centímetros cúbicos (g/cc), ou mililitros
(g/ml). Aferida por dispositivos denominados: densímetros.
Salinidade
Consiste na soma total dos sólidos dissolvidos
em água, sendo aferida em partes por mil (ppt)
ou em gramas/litro. Para sua determinação
podemos empregar tabelas de conversão a partir
das leituras de densidade e temperatura, ou aparelhos
como os refratômetros, que a medem de maneira
direta.
pH
Do mesmo modo que quando se trata de aferir o valor
do pH da água doce, o método mais simples
para a aferição do pH marinho, consiste
no método colorimétrico, em que uma amostra
de água é submetida a ação
de uma substância indicadora a qual confere uma
cor a amostra a qual é comparada com uma cartela
colorida ou outro tipo de referência para comparação.
Existem aparelhos, os peagâmetros eletrônicos,
que medem o valor do pH com muita precisão indicando
o resultado em um visor digital.
Amônia, Nitrito e Nitrato
Conjunto de testes de extrema importância, em
especial, quando se trata de aquários de água
salgada. Os testes de amônia costumam medir a
concentração total de nitrogênio
presente na amostra (NH3/NH4+). Os níveis de
amônia aceitáveis são sempre aqueles
iguais a zero ou muito próximos deste valor.
Os nitritos também são substâncias
muito tóxicas, muito embora menos tóxicas
que a amônia e seus níveis deverão
também tender a zero. Uma leitura equivalente
a 0,25 ppm de nitrito é o máximo aceitável
para qualquer aquário marinho e já configura
uma condição potencialmente crítica,
devendo ser mantido bem abaixo deste nível. Em
aquários tipo mini-reef as concentrações
de nitritos não devem exceder o valor zero. Alguns
kits de testes medem a quantidade de nitrogênio
que compõe o nitrito total, expressa em NO2-N.
Nestes casos deve-se multiplicar o resultado por 3,2
para se obter a quantidade real de nitritos.
O resultado final da nitrificação é
o produto menos tóxico da série e também
o que se acumula em maior quantidade. De baixa toxicidade,
o perigo do nitrato reside justamente nos elevados níveis
que alcança no aquário. As trocas parciais
de água, não são se constituem
em um método eficiente e econômico para
a manutenção de índices baixos
deste sal.
Deve-se recorrer a filtros denitradores ou de algas
para se obter os baixos níveis requeridos pelos
invertebrados marinhos. A taxa considerada aceitável
para os nitratos não deve ultrapassar os 10 ppm.
Novamente encontramos testes que medem o nitrato-nitrogênio
total NO3-N, ou seja a quantidade de nitrogênio
na forma de nitrato, devendo ser multiplicado por 4,4
para se obter uma leitura mais condizente com o que
queremos aferir. Assim sendo, 10 mg/L de nitrato-nitrogênio
(NO3-N), equivale a 44,4 mg/L de nitrato NO3.
Oxigênio
Os níveis recomendáveis devem ficar próximos
ou acima dos 100% de saturação. Esse é
um objetivo muito difícil de alcançar,
mas pode-se utilizar de recursos como favorecer ao máximo
a agitação da superfície, o emprego
de boa quantidade de carvão ativado de alta qualidade
ou o uso de um reator de oxigênio (basicamente
uma câmara selada, onde são insuflados
ar e água sob pressão).
Cobre
Muito embora seja um micro nutriente essencial, o cobre
é extremamente tóxico, mesmo em quantidades
muito pequenas, sendo por este motivo, utilizado como
princípio ativo em muitos preparados comerciais
para combater protozoários e outros parasitas
externos. O teste de cobre é, normalmente, utilizado
apenas para o monitoramento da concentração
do metal, quando em uso terapêutico, ou para constatar
a sua presença na água de abastecimento.
Fosfato
Teste especializado recomendado para as pessoas que
desejam manter corais vivos, especialmente as espécies
delicadas, originárias dos mares tropicais. O
nível ideal se situa abaixo de 1 ppm.
Ferro
O ferro é muito importante para o desenvolvimento
de algas e bactérias, recomendando-se um nível
equivalente a 0,1 ppm. Os níveis encontrados
em algumas das marcas de sais sintéticos podem
exceder aqueles da água do mar natural, devido
ao fato que o metal se precipita ou complexa com muita
facilidade.
Cálcio
Outro teste especializado, também muito recomendado
para aquários de corais e / ou de rochas vivas.
Os kits de testes mais simples usam o método
de titulação. A uma amostra de água,
adicionam-se reagentes que precipitam o magnésio
e conferem uma coloração à amostra.
Na seqüência outro reagente é adicionado,
gota a gota até provocar a “viragem”
da cor. O número de gotas adicionado, multiplicado
por um fator, variável conforme o fabricante,
corresponde ao resultado, geralmente expresso, em partes
por milhão.
Iodo
Existem alguns kits para aferição dos
níveis desse elementos. Deve-se escolher um que
determine as quantidades relativas das três espécies
mais comumente encontradas em dissolução
na água salgada: Iodo, iodeto e iodato.
Reserva Alcalina ou Dureza
Carbonatada
O modo mais prático de verificar a alcalinidade
da água de nosso aquário, consiste em
determinar seu índice de carbonatos e bicarbonatos
em dissolução, empregando para esse fim
um teste de reserva alcalina ou um teste de dureza carbonatada.
Ambos os testes (na realidade, um único teste
com diferentes tabelas de aferição) empregam
o método de titulação:
Em uma amostra de água, coloca-se um reagente,
o qual conferirá á amostra uma coloração
azulada uniforme, a seguir efetua-se a titulagem, propriamente
dita, adicionando-se gota a gota o titulador, agitando-se
a amostra entre uma e outra gota, até a viragem
da cor do azul para o amarelo.
O número de gotas utilizado deverá ser
comparado a uma tabela fornecida pelo fabricante do
kit de teste, a qual indicará o valor de reserva
alcalina em mili equivalentes por litro (meq / litro)
ou o valor da dureza carbonatada em ppm/litro, ou o
que é a mesma coisa mg/litro.
Um meq/ litro corresponde à quantidade de um
ácido padrão, necessária para neutralizar
totalmente todos os carbonatos, boratos e bicarbonatos
existentes em uma amostra correspondente a um litro
de água.
O outro método empregado consiste na verificação
da dureza temporária, aquilatada em graus de
dureza carbonatada ou graus alemães (dKH), efetuando-se
a seguir sua conversão, caso seja necessário.
A equivalência entre estas duas escalas é
obtida, efetuando-se a seguinte conversão :
| 1 meq / litro X 2,8
= 1 dKH |
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As tabelas fornecidas por alguns fabricantes trazem
fatores de conversão para outras unidades de
medida, menos utilizadas, tais como : ppm de CaCO3 e
graus Ingleses (Clark), Franceses, Alemães (dKH)
e Americanos (GPG). As unidades mais comumente empregadas
na literatura referente ao hobby, são notadas
em graus alemães: dKH, ou em partes por milhão
(ppm).
Como referência temos que 1 dKH, eqüivale
a 17,9 ppm de CaCO3. E, em sendo assim, 1 ppm de CaCO3
corresponde a 0,056 dKH.
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