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As “rochas vivas“ não são rochas no sentido exato da palavra, e sim concreções de aspecto esponjoso, mais ou menos friáveis compostas, quase exclusivamente, por carbonato de Cálcio e formadas principalmente por esqueletos de corais, moluscos e outros materiais semelhantes, os quais são agregados e “ cimentados “ por inúmeras espécies de algas calcárias.
Tais algas de coloração avermelhada, rósea ou purpúrea, possuem o talo incrustante e impregnado de carbonato de Cálcio, atuando como verdadeira cola que une as partículas do substrato aos restos animais e vegetais, formando blocos rochosos, extremamente porosos, que servem de abrigo e habitat a um sem número de micro e macro organismos.
Uma multidão destes, em sua grande maioria diminutos, povoam os aglomerados tanto externa como internamente, destacando-se quantitativamente as bactérias, algas e espongiários.
A camada superficial até uma profundidade entre dois e cinco centímetros, conforme o volume e a textura do bloco, é colonizada principalmente por bactérias aeróbias, enquanto que o núcleo, representa um substrato ideal para os microorganismos anaeróbios.
Pedaços de recife (coral toca ) e blocos de coral mortos e degradados, muito embora não sejam “rochas vivas” também podem ser utilizados com igual resultado. Alguns aquaristas com alto grau de senso ecológico chegam a utilizar rochas artificiais, feitas com material calcário, também com muito bons resultados.

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